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A consagração de São João Paulo II a Maria
Postado em 06/06/2017, às 15:54:27
 
Conheça a consagração a Jesus por Maria, a espiritualidade mariana que marcou a vida, o pontificado e o pensamento do Papa João Paulo II

Falar da consagração, ou escravidão de amor, a Jesus por Maria, espiritualidade mariana do Papa São João Paulo II, torna-se ainda mais significativo nestes dias, há pouco mais de dois anos de sua canonização, que aconteceu em 27 de Abril de 2014. Esta foi a devoção a Virgem Maria que elevou o polonês Karol Wojtyla à tão alto grau de santidade que os fiéis o queriam proclamar santo logo depois da sua morte, dizendo: “santo súbito”.

Karol Wojtyła nasceu no dia 18 de Maio de 1920, em Wadowice, na Polônia. Em Outubro de 1942, entrou no seminário de Cracóvia clandestinamente, por causa da invasão nazista em seu país, e a 1º de Novembro de 1946, foi ordenado sacerdote. Em 4 de Julho de 1958, o Papa Pio XII nomeou-o Bispo auxiliar de Cracóvia. Tendo em vista sua espiritualidade marcadamente mariana, Karol escolheu como lema episcopal a conhecida expressão Totus tuus, de São Luís Maria Grignion de Montfort, grande apóstolo da Virgem Maria. A ordenação episcopal de Wojtyla foi em 28 de Setembro do mesmo ano. No dia 13 de Janeiro de 1964, foi eleito Arcebispo de Cracóvia. Em 26 de Junho de 1967, foi criado Cardeal por Paulo VI. Na tarde de 16 de Outubro de 1978, depois de oito escrutínios, foi eleito Papa.

O livro que marcou a espiritualidade do Papa João Paulo II

A espiritualidade mariana do grande São João Paulo II o levou a uma vida inteiramente dedicada a Deus, principalmente os seus mais de 25 anos de pontificado, um dos mais longos da história da Igreja. Olhando para a vida de João Paulo II, este santo dos nossos dias, podemos aprender a espiritualidade que o fez de um dos Papas mais extraordinários de todos os tempos e que o elevou rapidamente à glória dos altares.

Ainda seminarista, um livro clássico de espiritualidade mariana o ajudou a tirar as dúvidas que tinha em relação a devoção a Nossa Senhora e a centralidade de Jesus Cristo na vida e na espiritualidade católica.

A obra que marcou profundamente a vida e consequentemente a espiritualidade de Karol Wojtyla foi o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort. Falando às Famílias Monfortinas, o Papa João Paulo II disse que o Tratado é um “texto clássico da espiritualidade mariana”que teve singular importância em seu pensamento e em sua vida. Segundo o Santo Padre, o Tratado é uma “obra de eficiência extraordinária para a difusão da ‘verdadeira devoção’ à Virgem Santíssima”. São João Paulo II experimentou e testemunhou essa eficácia do Tratado em sua própria vida:

Eu próprio, nos anos da minha juventude, tirei grandes benefícios da leitura deste livro, no qual “encontrei a resposta às minhas perplexidades” devidas ao receio que o culto a Maria, “dilatando-se excessivamente, acabasse por comprometer a supremacia do culto devido a Cristo”. Sob a orientação sábia de São Luís Maria compreendi que, quando se vive o mistério de Maria em Cristo, esse risco não subsiste. O pensamento mariológico do Santo, de fato, “está radicado no Mistério trinitário e na verdade da Encarnação do Verbo de Deus”.

A mais perfeita das devoções a Virgem Maria

São Luís Maria ensina que a perfeição cristã consiste em sermos conformes, unidos e consagrados a Jesus Cristo. Por isso, a mais perfeita de todas as devoções é, sem dúvida, a que mais nos conforma, une e consagra perfeitamente ao Senhor. Como foi Nossa Senhora a criatura que mais conformou-se ao seu divino Filho, “entre todas as devoções, a que consagra e conforma mais uma alma a nosso Senhor é a devoção a Maria, sua Mãe santa, e que quanto mais uma alma estiver consagrada a Maria, tanto mais estará consagrada a Jesus Cristo”.

Dirigindo-se em oração a Jesus Cristo, o grande Montfort exprime como é maravilhosa esta união entre o Filho de Deus e a sua Mãe santíssima:

Ela é de tal forma transformada em Ti pela graça, que não vive mais, não existe mais: és unicamente Tu, meu Jesus, que vives e reinas nela… Ah! se conhecêssemos a glória e o amor que tu recebes nesta maravilhosa criatura… Ela está tão intimamente unida… De fato, ela ama-Te mais ardentemente e glorifica-Te mais perfeitamente do que todas as outras criaturas juntas”.

Em Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, somos realmente filhos do Pai e, ao mesmo tempo, filhos da Santíssima Virgem. Com a Encarnação do Verbo eterno de Deus, de certa forma, toda a humanidade renasce. Por isso, podemos aplicar a Mãe de Jesus, de maneira mais verdadeira que São Paulo as aplica a si mesmo, estas palavras: “Meus filhos, por quem sinto outra vez dores de parto, até que Cristo se forme entre vós” (Gl 4, 19). Dessa forma, Nossa Senhora dá à luz a nós todos os dias, enquanto Jesus Cristo não estiver formado em nós, na plenitude da sua idade7. Esta doutrina paulina encontra a sua expressão mais bela na oração do senhor Grignion: “Oh! Espírito Santo, concede-me uma grande devoção e uma grande inclinação para Maria, um apoio sólido sobre o seu seio materno e um recurso assíduo à sua misericórdia, para que, nela, tu possas formar Jesus dentro de mim”

 
 
 
 

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